Referência em fertilidade de solo deixa um grande legado para a agricultura

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quinta-feira, 10 Setembro, 2020

O pesquisador Djalma Martinhão Gomes de Sousa, da Embrapa Cerrados, foi um dos principais protagonistas no desenvolvimento de tecnologias na área de fertilidade e química do solo do Cerrado.

 

A Agronelli é um grupo de empresas que tem em suas raízes o respeito e a valorização pelas diversas histórias, que ajudaram a construir uma marca que está consolidada há mais de 30 anos. Dentre elas está a presença marcante do pesquisador da Embrapa Cerrados, Djalma Martinhão Gomes de Sousa, que morreu no último sábado (5), em Brasília.

 

A parceria de mais de trinta anos, surgiu quando o empresário e Presidente do Grupo Agronelli, Marco Túlio Paolinelli, procurou a Embrapa para desenvolver pesquisa e informativos sobre o uso do gesso agrícola para difundir entre os agricultores do país.  Inicialmente foi em culturas de grãos, como milho e soja. Em uma entrevista realizada em 2018, em Primavera do Leste (MT), durante uma palestra técnica, o pesquisador disse que com os bons resultados, outras culturas foram avaliadas, como café, eucalipto e manga. “Estávamos desenvolvendo pesquisas com o gesso agrícola desde 1974. Na década de 1980, o Paolinelli nos procurou para uma parceria, visando a recomendação do gesso. Tivemos muitos resultados positivos. São trabalhos que continuamos até hoje. Nos últimos 20 anos, passamos a pesquisar a cultura da cana. O uso da tecnologia do gesso agrícola é muito bom para cultura, que resulta no aumento de 20% a 30%”, disse o pesquisador a Agronelli, relembrando o início da difusão do produto no país.

 

A parceria entre a Agronelli e a Embrapa resultou em diversos dias de campo, palestras técnicas e montagens de campos demonstrativos, com o uso do gesso agrícola. O presidente do Grupo destacou que teve muitas histórias com o pesquisador. Dentre elas, está a produção de um material para ser enviado para os agricultores. “No início da década de 1990, nós produzimos uma fita VHS falando do uso do gesso agrícola para distribuir para os produtores. Foi um grande sucesso na época. Eu devo muito ao Djalma. São muitas histórias e minha dor foi muito grande. Boa parte do sucesso do gesso agrícola no país é graças ao trabalho dele. Sou muito grato a ele”, destacou o Marco Túlio Paolinelli.

 

Djalma Martinhão foi um dos pioneiros na condução de pesquisas com o uso de gesso agrícola e no desenvolvimento de tecnologia na área de fertilidade e química do solo, na região do Cerrado. Destaque para trabalhos voltados para a correção de acidez superficial e subsuperficial, adubação com macro e micronutrientes, fontes alternativas de fósforo e técnicas de manejo de solo e fertilizantes estudadas em experimentos de longa duração com objetivo de aumentar a eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas.

 

De acordo com a nota da Embrapa, o pesquisador estava na empresa há 45 anos e em plena atividade profissional. “Ele foi um dos principais protagonistas no desenvolvimento de tecnologias na área de fertilidade e química do solo para a região do Cerrado, com destaques para correção de acidez superficial e subsuperficial, adubação com macro e micronutrientes, fontes alternativas de fósforo e técnicas de manejo de solo e fertilizantes estudadas em experimentos de longa duração com objetivo de aumentar a eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas”.

 

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